Teses de Doutorado - PPGCOM
Titulo do Trabalho
Comunicação Organizacional Inclusiva: o pertencimento dos Surdos às organizações
Data de criação
16/04/2026 22:42:00
Texto para busca
IP
177.6.84.224
Arquivo
Resumo
Esta investigação tem como objeto a comunicação organizacional, com foco na inclusão dos
colaboradores Surdos ao ambiente corporativo. Segundo alguns estudiosos, com base no
entendimento da própria comunidade Surda, a utilização da Língua Brasileira de Sinais
(Libras) é o elemento de diferenciação entre as pessoas com deficiência auditiva (que não a
utilizam) e os Surdos, que se comunicam por meio dela. No entanto, essa distinção, muitas
vezes, não alcança o âmbito legislativo, que se vale, em geral, da expressão “pessoa com
deficiência” e inclui os Surdos entre esses sujeitos. Parte-se da ideia que a inclusão, enquanto
prática social, tem como pré-requisito a transposição das barreiras comunicacionais e a
viabilização das interações entre os sujeitos em sua diversidade. No Brasil, o grande marco da
conquista de direitos dos Surdos é a Lei nº 10.436/2002, regulamentada pelo Decreto nº
5.626/2005, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão. Também
cabe destacar a Lei nº 8.213/1991, que estabelece cotas para pessoas com deficiência nas
organizações e contribui para um movimento contínuo, embora incipiente, dos Surdos para
esses espaços de sociabilidade. Contudo, estar nas organizações, por obrigatoriedade legal,
não significa, automaticamente, sentir-se pertencidos e incluídos a elas. Nesse sentido, esta
investigação propõe a constituição de uma comunicação organizacional inclusiva, que
pressupõe o reconhecimento dos Surdos como sujeitos que devem ser conhecidos em suas
especificidades e para os quais os profissionais de comunicação precisam traçar estratégias
capazes de alcançá-los, despertando nos Surdos o sentimento de pertencimento ao ambiente
corporativo. Tendo em vista a relevância da comunicação para que a inclusão social se torne
uma realidade, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência traz em seu bojo
barreiras nas comunicações e na informação que dificultam a implementação desse processo.
Ademais, esses percalços relativos à comunicação são abordados por renomados
pesquisadores que se dedicam aos estudos da inclusão, ainda que em outras áreas do
conhecimento. Com isso, esta pesquisa apresenta a seguinte questão-problema: Como o
profissional de comunicação pode contribuir para que os Surdos se sintam parte das
organizações? Essa questão, por sua vez, desdobra-se em: Quais procedimentos deveriam ser
adotados para se implantar uma comunicação organizacional inclusiva? Quais as dificuldades
que os Surdos enfrentam cotidianamente para desenvolver o trabalho deles? Que medidas
foram efetivamente tomadas pelas organizações em direção à comunicação inclusiva? No
tocante aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo exploratório, com o intuito de
aprofundar conhecimentos ou realizar novas descobertas. Para que os resultados almejados
sejam, de fato, alcançados, esta investigação se utiliza das pesquisas bibliográfica e
documental, bem como da realização de entrevistas, por meio de roteiros semiestruturados, e
da aplicação de questionários, que são escrutinados com base no método de análise de
conteúdo. Como resultado, o estudo demonstra que a inclusão dos Surdos, enquanto prática
social, é permeada em sua essência pela comunicação e, nesse contexto, emerge como um
campo de pesquisa promissor para os estudos desenvolvidos no âmbito da comunicação
organizacional.
colaboradores Surdos ao ambiente corporativo. Segundo alguns estudiosos, com base no
entendimento da própria comunidade Surda, a utilização da Língua Brasileira de Sinais
(Libras) é o elemento de diferenciação entre as pessoas com deficiência auditiva (que não a
utilizam) e os Surdos, que se comunicam por meio dela. No entanto, essa distinção, muitas
vezes, não alcança o âmbito legislativo, que se vale, em geral, da expressão “pessoa com
deficiência” e inclui os Surdos entre esses sujeitos. Parte-se da ideia que a inclusão, enquanto
prática social, tem como pré-requisito a transposição das barreiras comunicacionais e a
viabilização das interações entre os sujeitos em sua diversidade. No Brasil, o grande marco da
conquista de direitos dos Surdos é a Lei nº 10.436/2002, regulamentada pelo Decreto nº
5.626/2005, que reconhece a Libras como meio legal de comunicação e expressão. Também
cabe destacar a Lei nº 8.213/1991, que estabelece cotas para pessoas com deficiência nas
organizações e contribui para um movimento contínuo, embora incipiente, dos Surdos para
esses espaços de sociabilidade. Contudo, estar nas organizações, por obrigatoriedade legal,
não significa, automaticamente, sentir-se pertencidos e incluídos a elas. Nesse sentido, esta
investigação propõe a constituição de uma comunicação organizacional inclusiva, que
pressupõe o reconhecimento dos Surdos como sujeitos que devem ser conhecidos em suas
especificidades e para os quais os profissionais de comunicação precisam traçar estratégias
capazes de alcançá-los, despertando nos Surdos o sentimento de pertencimento ao ambiente
corporativo. Tendo em vista a relevância da comunicação para que a inclusão social se torne
uma realidade, a Lei Brasileira de Inclusão da Pessoa com Deficiência traz em seu bojo
barreiras nas comunicações e na informação que dificultam a implementação desse processo.
Ademais, esses percalços relativos à comunicação são abordados por renomados
pesquisadores que se dedicam aos estudos da inclusão, ainda que em outras áreas do
conhecimento. Com isso, esta pesquisa apresenta a seguinte questão-problema: Como o
profissional de comunicação pode contribuir para que os Surdos se sintam parte das
organizações? Essa questão, por sua vez, desdobra-se em: Quais procedimentos deveriam ser
adotados para se implantar uma comunicação organizacional inclusiva? Quais as dificuldades
que os Surdos enfrentam cotidianamente para desenvolver o trabalho deles? Que medidas
foram efetivamente tomadas pelas organizações em direção à comunicação inclusiva? No
tocante aos aspectos metodológicos, trata-se de um estudo exploratório, com o intuito de
aprofundar conhecimentos ou realizar novas descobertas. Para que os resultados almejados
sejam, de fato, alcançados, esta investigação se utiliza das pesquisas bibliográfica e
documental, bem como da realização de entrevistas, por meio de roteiros semiestruturados, e
da aplicação de questionários, que são escrutinados com base no método de análise de
conteúdo. Como resultado, o estudo demonstra que a inclusão dos Surdos, enquanto prática
social, é permeada em sua essência pela comunicação e, nesse contexto, emerge como um
campo de pesquisa promissor para os estudos desenvolvidos no âmbito da comunicação
organizacional.
Tipo de Arquivo
PDF
Ano
2022
Idioma
Português
Palavras-chave
Comunicação Organizacional. Inclusão. Colaboradores Surdos. Barreiras Comunicacionais. Pertencimento.
Autor
DANIELA PRISCILA DE OLIVEIRA VERONEZI