Índice de Textos sobre Educação Catalográfica
Autor
Laurence Tarin
Título
Bibliothèques et documentations numériques: Quelles compétences? Quelles formations?
Data
2003
Tipo do documento
Bulletin des bibliothèques de France (BBF) - Revista
Link de acesso
https://bbf.enssib.fr/consulter/bbf-2003-06-0089-004
Cadastrado por
filipereis
Referência (ABNT)
TARIN, Laurence. Bibliothèques et documentations
numériques: Quelles compétences? Quelles formations?.
Bulletin des bibliothèques de France (BBF), Paris, n. 6, p. 89-91,
nov. 2003. Disponível em: . Acesso em: 04 maio 2020.
Resumo
O artigo sintetiza as discussões de um seminário focado no impacto da gestão de recursos eletrônicos e das bibliotecas digitais na atuação de bibliotecários e documentalistas. A abordagem inicial estabelece que, no ambiente digital, o conteúdo do recurso tem precedência sobre o suporte físico, exigindo uma transição de sistemas de gerenciamento de banco de dados (SGBD) para sistemas de arquivamento baseados no modelo funcional OAIS (Open Archives Initiative System). O estudo aponta que os métodos tradicionais de catalogação dão lugar ao gerenciamento massivo de metadados e repositórios, transformando o profissional de um enriquecedor de acervos físicos em um facilitador de acessos e editor de publicações eletrônicas. Relatam-se experiências práticas de centros de documentação jornalística e empresarial, evidenciando a crescente invisibilidade do documentalista devido ao acesso remoto e a demanda por competências em gestão eletrônica de documentos (GED) e linguagem XML. Analisam-se, sob uma perspectiva comparada, os programas de formação inicial da Suíça (HEG) e do Reino Unido, apontando a necessidade de maior aprofundamento no padrão Dublin Core e no impacto das tecnologias sobre os usuários. Por fim, examina-se a formação continuada por meio do caso do instituto francês INRIA, cujo modelo residencial de seminários capacita os profissionais a atuarem como agentes ativos da inovação. Conclui-se que os programas de ensino superior e técnico devem reformular seus currículos de maneira integrada, aliando o acompanhamento sistemático das rupturas tecnológicas às missões humanísticas da profissão.